Sugestões úteis para evitar atrasos no empréstimo e prevenir problemas

Se você já precisou de um empréstimo para resolver uma emergência financeira, sabe como é bom ter o dinheiro na mão. No entanto, manter as parcelas em dia pode ser complicado para muitos. Por isso, reunimos algumas dicas práticas para evitar atrasos e cuidar da sua saúde financeira. Como se prevenir de atrasos nas parcelas do empréstimo Manter os pagamentos em dia pode ser mais simples do que você pensa, com algumas táticas fáceis. 1. Organize seu orçamento antes de solicitar o empréstimo Frequentemente, a urgência em resolver um problema leva a aceitar condições que não são tão favoráveis assim. Por isso, escreva tudo: suas receitas, despesas fixas (como aluguel, luz, internet) e variáveis (lazer, imprevistos). Assim, você pode ver claramente se o novo compromisso financeiro será viável. Dica extra: utilize planilhas de controle financeiro ou aplicativos de finanças pessoais para facilitar esse acompanhamento. 2. Defina a melhor data para o vencimento da parcela Parece um detalhe pequeno, mas o ideal é escolher uma data logo após receber seu salário. Assim, você garante que o dinheiro estará disponível para essa despesa. Evite escolher datas que coincidam com outras contas grandes, como aluguel ou fatura do cartão de crédito. Assim, você diminui o risco de esquecer ou não ter saldo suficiente para pagar. 3. Configure alertas e lembretes A correria do dia a dia pode fazer você esquecer a data de pagamento, especialmente se tiver várias contas para gerenciar. Por isso, programe alertas no celular ou configure notificações no app do seu banco. Outra opção é deixar uma anotação em um lugar visível, como a geladeira ou um quadro de avisos. 4. Automatize os pagamentos Para evitar esquecer as parcelas, uma solução prática é ativar o débito automático. Assim, o valor é descontado diretamente da sua conta na data de vencimento. Importante: não esqueça de verificar seus extratos bancários para garantir que todas as cobranças estão corretas e que não houve erros. 5. Tenha uma reserva de emergência Seja para despesas médicas, consertos de carro ou uma redução de renda, ter uma reserva de emergência é crucial. Esse fundo serve como um “colchão” financeiro em tempos difíceis, evitando que você prejudique o pagamento do seu empréstimo. 6. Renegocie caso encontre dificuldades Entre em contato com seu banco ou instituição financeira para discutir a renegociação do seu empréstimo. Muitas vezes, é possível conseguir um prazo maior ou até reduzir o valor da parcela. O essencial é agir antes que o atraso aconteça, para evitar juros altos e problemas no seu crédito. 7. Evite novas dívidas Embora possa parecer desafiador, especialmente em tempos difíceis, é crucial manter suas finanças em ordem. Foque em quitar suas dívidas atuais antes de considerar novos empréstimos ou compras parceladas. Mantenha o controle e durma tranquilo Manter as parcelas do empréstimo em dia é fundamental para sua saúde financeira. Com essas dicas, você estará mais preparado para enfrentar seus compromissos e evitar a dor de cabeça de ver suas contas saindo do controle. Fonte: CredOn
Trump abre processo contra o Pix por “prática desleal”

Símbolo da democratização financeira do Brasil, Pix entrou na mira do presidente ianque, que afirma que bancos perderam com a tecnologia. Lançado no fim de 2020, não levou muito tempo para o Pix se tornar uma unanimidade no Brasil. Abraçado pelo sistema financeiro e pela população, hoje o modelo já movimenta mais de R$ 26 trilhões anualmente e virou referência internacional. Entretanto, tem alguém que não gosta dessa tecnologia: esse alguém é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que resolveu abrir um processo contra o Pix. A tecnologia virou alvo de um processo aberto pelo governo dos EUA nesta terça-feira (15), protocolado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), a pedido do próprio Donald Trump. Segundo o documento, o Pix é uma ameaça ao comércio internacional dos EUA, sendo inclusive chamado de “prática desleal”. Segundo a investigação, o incentivo do Banco Central ao uso do Pix e outras soluções de pagamento domésticas dificulta a entrada de empresas norte-americanas no mercado brasileiro. “De maneira mais geral, as evidências indicam que essas ações, políticas e práticas podem prejudicar a competitividade das empresas dos EUA envolvidas no comércio digital e nos serviços de pagamento e eletrônico, por exemplo, ao aumentar os riscos ou custos para as empresas dos EUA, restringir a capacidade dessas empresas de fornecer serviços ou realizar práticas comerciais normais, diminuir a receita e os retornos sobre os investimentos dessas empresas dos EUA, atribuir maiores encargos regulatórios e custos de conformidade para essas empresas dos EUA, ou criar vantagens para os concorrentes domésticos brasileiros”, diz o documento. Ação e reação Até o momento, nem o Banco Central nem outras entidades, como a Febraban, se pronunciaram sobre o processo aberto pelos Estados Unidos. Entretanto, as teorias já estão correndo soltas. Segundo alguns analistas (ou teóricos da conspiração, se preferir), a investigação seria uma resposta às barreiras impostas pelo Banco Central na época do lançamento do WhatsApp Pay, o meio de pagamento do aplicativo de mensagens da Meta. O WhatsApp Pay foi lançado em junho de 2020, cinco meses antes do lançamento previsto para o Pix. Mas o BC, e também o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), suspenderam o serviço imediatamente, o que para alguns foi uma forma de proteger o Pix e os grandes bancos. Na época, o Bacen negou que fosse para proteger o Pix do WhatsApp e seu “poder de rede”. O WhatsApp Pay foi liberado de forma limitada e progressiva a partir de novembro de 2020, após o lançamento do Pix. Além do Pix A bem da verdade, o processo do governo americano traz pontos de investigação além do Pix. Vai desde pirataria na 25 de Março (“falha do Brasil em garantir uma proteção eficaz de propriedade intelectual”, segundo os EUA) até acordos de importação com México e Índia, em detrimento de produtos norte-americanos. “O Brasil, o México e a Índia já são países avançados e competitivos globalmente em muitos dos setores cobertos por tratamento tarifário preferencial. Por exemplo, o México é um dos maiores produtores globais de veículos, e a Índia é um dos principais produtores de produtos químicos do mundo. No entanto, os veículos mexicanos e os produtos químicos recebem tratamento tarifário preferencial do Brasil, enquanto os veículos e produtos químicos dos EUA estão sujeitos à tarifa MFN do Brasil”, afirma o governo ianque. O documento atira para todos os lados, interferindo em temas que, a princípio, são de soberania brasileira. Enfim, se o assunto é interferência, não seria a primeira vez: na semana passada, Trump anunciou um tarifaço contra o Brasil por conta de questões judiciais envolvendo liberdade nas redes sociais e a condução do processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Enquanto isso… Se lá na terra do Tio Sam tem gente contra o Pix, aqui no Brasil a maioria esmagadora é a favor, com recorde de transações no ano passado. Segundo dados do Banco Central, foram 63,5 bilhões de operações efetuadas, contra 41,68 bilhões em 2023, movimentando cerca de R$ 26,55 trilhões. Em novembro do ano passado, quando o Pix completou quatro anos de mercado, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Renato Gomes, revelou que o país estava próximo de ter toda a população adulta utilizando a tecnologia. Este ano, inclusive, o Pix está expandindo suas funcionalidades. Em junho, entrou em operação o Pix Automático, que funciona como uma espécie de débito automático. O usuário pode autorizar débitos recorrentes em sua conta bancária, o que pode servir para pagar serviços como academia, streamings e outras assinaturas. Em reportagem publicada pelo Startups no mês passado, empresas comentaram sobre os impactos da novidade e sobre a possibilidade de ela ser um baque para players de cartão de crédito, como Visa e Mastercard. “Estimo que os cartões de crédito devam perder boa parte das transações de assinaturas, em até 80%”, afirma Ralf Germer, CEO da PagBrasil, fintech especializada em pagamentos. Entretanto, em conversa com o Startups, a Visa não vê impactos negativos do Pix e do Pix Automático nas transações com cartões. “Vemos o Pix muito mais como uma substituição do dinheiro do que dos cartões”, destacou Leonardo Enrique, diretor executivo da Visa Conecta, divisão da multinacional focada em Open Finance e Pix, que atua como instituição de pagamento e iniciadora de pagamentos para o sistema. Fonte: Startups.com.br
Rival de Uber e 99, inDrive estreia serviços financeiros no Brasil

A inDrive, plataforma global de mobilidade que já atua em mais de 200 cidades brasileiras, anunciou o lançamento do inDrive.Money, sua nova vertical de serviços financeiros. O produto, já testado em países como México, Colômbia e Peru, chega ao Brasil com a proposta de oferecer crédito acessível para motoristas parceiros. Segundo a empresa, muitos motoristas de aplicativos enfrentam dificuldades para conseguir financiamentos, seja para a compra e manutenção de veículos ou para emergências pessoais. A solução do inDrive.Money é disponibilizar empréstimos de até R$ 3 mil diretamente pelo aplicativo aos mais de 1,6 milhão de motoristas parceiros no país. O recurso pode ser usado de forma livre, desde a manutenção do carro até despesas pessoais. Para Stefano Mazzaferro, country manager da inDrive no Brasil, o diferencial em relação a concorrentes – como a 99, que também oferece serviços financeiros via 99 Pay – está na forma de pagamento. No caso da inDrive, o motorista não precisa emitir boletos nem controlar datas de vencimento, já que as parcelas são automaticamente debitadas de suas corridas. “O motorista não precisa se preocupar em lembrar de pagar o empréstimo. Basta continuar trabalhando que, ao fazer as viagens, o valor vai sendo abatido. Isso facilita a vida do motorista e garante mais previsibilidade financeira”, afirma Stefano em entrevista ao Startups. Além da praticidade, a companhia afirma oferecer taxas competitivas, mais baixas que opções de crédito de curto prazo como cheque especial. A proposta, de acordo com a empresa, é que o serviço funcione como apoio à geração de renda, e não como um produto financeiro com foco exclusivo em lucro. O modelo no Brasil funciona em parceria com a Emprex, fintech especializada em financiamento para pequenas empresas e prestadores de serviços. A companhia é responsável pela infraestrutura tecnológica, análise de crédito e funding, enquanto a inDrive atua como canal de distribuição, utilizando dados de atividade dos motoristas na plataforma para avaliar renda e risco. “Não somos um banco e não temos licença para operar como tal. Nossa estratégia é trabalhar com parceiros locais que já têm expertise e capital para escalar. No caso da Emprex, pesou tanto a tecnologia quanto a experiência dos fundadores no setor”, pontua Stefano. Superapp no horizonte O crédito para motoristas já está disponível em todas as cidades brasileiras em que a inDrive opera. A meta da companhia é que, nos próximos seis a oito meses, entre 30% e 40% da base de parceiros no país tenha acesso ao produto. O foco inicial é consolidar a oferta de crédito antes de avançar para outras soluções financeiras. “Antes de lançar novos produtos, vamos expandir para outras audiências. Hoje falamos com motoristas, mas no futuro podemos chegar a oferecer soluções para passageiros também, pois essa é uma necessidade de todo brasileiro”, explica Stefano. Globalmente, a inDrive vem ampliando sua atuação para além do transporte por aplicativo, com verticais de entregas, fretes e até testes no setor de alimentação. No Chile, por exemplo, a startup opera dark stores próprias para delivery de comida, em fase de testes com pequenos estoques para atender clientes próximos. No Brasil, a empresa já oferece serviços de logística de last mile, mas descarta entrar diretamente na disputa pelo mercado de food delivery – pelo menos, no curto prazo. “É uma discussão importante, principalmente no contexto dessa guerra comercial do food delivery no Brasil, com muitas empresas entrando no setor”, comenta Stefano. Ele não cita nomes, mas só nos últimos meses houve movimentações relevantes, como o retorno da 99Food, com investimento de R$ 500 milhões em 2025, e a entrada da Keeta, marca do grupo chinês Meituan. Já o iFood, líder do mercado local, aumentou o orçamento em 25%, para R$ 17 bilhões, em meio ao aumento da concorrência. “Nossa perspectiva não é competir com os players de food delivery. Eles têm budgets gigantes e a inDrive ainda é relativamente pequena no Brasil. O que buscamos é fortalecer o core business, de transporte via app, ao mesmo tempo em que agregamos serviços adicionais por meio de parcerias, em uma estratégia de longo prazo de construção de um super app. Em alguns mercados onde somos líderes esse movimento é mais rápido; no Brasil, vamos de forma moderada, com foco em rentabilidade”, afirma o executivo. Potencial de mercado O Brasil está entre os cinco principais mercados da inDrive no mundo, com impacto econômico estimado em R$ 10 bilhões desde a chegada da empresa em 2018. Para o grupo, o país representa tanto um desafio quanto uma oportunidade. “Apesar da força dos competidores, o Brasil ainda tem muito espaço. Nosso objetivo é crescer de forma sustentável, sem abrir mão da rentabilidade”, observa Stefano. Com mais de 21 milhões de usuários e 500 milhões de viagens realizadas, a inDrive enxerga potencial de expansão especialmente em cidades pequenas, médias e regiões periféricas, onde a concorrência é menor. Também estão em estudo novas soluções de meios de pagamento, incluindo aprimoramentos no uso do Pix dentro do aplicativo. Em mercados como a Indonésia, a companhia já testa um modelo de ride now, pay later voltado a passageiros, que permite realizar corridas mesmo sem saldo imediato. “O Brasil é um mercado muito difícil em termos de competição, então realmente queremos expandir na região uma vez que os produtos já tenham sido testados em outros países”, afirma Alexander Kurchin, head de negócios e growth para inDrive.Money. “Queremos empoderar a comunidade em geral com acesso aos serviços que ela precisa. Para isso, aproveitamos o intenso uso de dados e tecnologia avançada para tomar decisões assertivas”, completa. Fonte: Startups
Com bota ortopédica e muleta para fingir deficiência, homem vai a banco para tentar abrir conta bancária e sacar FGTS com documento falso e é preso, no PR

Caso aconteceu em uma agência bancária de Ivaiporã, no norte do estado. Ao ser questionando pelos funcionários do banco, homem tentou fugir, mas foi encontrado pelos policiais em um supermercado. Um homem de 42 anos foi preso na manhã desta terça-feira (26), em Ivaiporã, no norte do Paraná. Ele é suspeito de ir até uma agência bancária para tentar abrir uma conta bancária e sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) usando um documento falso. O homem também estava usando uma bota ortopédica e uma muleta para fingir ser deficiente físico. As informações são do delegado Erlon Ribeiro. Segundo o delegado, o suspeito foi até uma agência da Caixa Econômica Federal acompanhado de uma pessoa. Ela ainda não foi identificada e está sendo procurada. O delegado informou que imagens internas do banco mostram o homem mancando e usando a muleta e a bota ortopédica dentro do local. Contudo, na delegacia, o suspeito foi visto andando normalmente. Os funcionários do banco disseram à polícia que o homem tentou abrir uma conta bancária, contratar uma capitalização e um empréstimo e sacar o FGTS. Para efetuar as transações, ele apresentou um documento com a foto dele, mas com os dados outra pessoa. O delegado informou que os funcionários desconfiaram da situação e passaram a fazer diversos questionamentos ao homem. Ao perceber que havia sido descoberto, o homem fugiu do banco. A polícia foi acionada e fez buscas pela região até encontrar o suspeito em um supermercado. Ele foi preso em flagrante e levado para a delegacia de Ivaiporã. Homem foi até banco usando muleta e bota ortopédica para fingir que tinha deficiência física. — Foto: Polícia Civil (PC-PR) Conforme o delegado, o homem preferiu ficar em silêncio ao ser questionando em depoimento. Ele vai responder pelos crimes de estelionato tentado e uso de documento falso. O nome do homem não foi divulgado pela polícia. Até o momento, ele não possui advogado constituído no processo. Ribeiro também explicou que as investigações sobre o caso seguem com o objetivo de apurar a possível participação do homem em outros crimes da mesma natureza. Também será apurado se outras pessoas estão envolvidas no caso. O delegado reforça que denúncias podem ser encaminhadas pelo telefone (43) 3472-1181 ou ao 181. Em nota ao g1, a Caixa Econômica Federal disse que atua com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem fraudes e golpes. “O banco ressalta que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos. Adicionalmente, a CAIXA esclarece que possui estratégia, políticas e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações de seus clientes e dispõe de tecnologias e equipes especializadas para garantir segurança aos seus processos e canais de atendimento”, informou a Caixa. Fonte: G1
Invasão de Pix na economia de Portugal assusta os EUA

Sistema de pagamentos instantâneos já é aceito também em outros países O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o Pix, começou a chegar em outros países como na Europa. É o caso de Portugal, que passou a adotar o sistema em redes de varejo e já aparece como alternativa consolidada em compras de supermercado. A novidade foi confirmada após acordo entre o Braza Bank, no Brasil, e a Unicre, operadora de terminais de pagamento no varejo português, a operação já acontece desde de janeiro no país europeu. Expansão Uma das maiores empresas de Portugal, a rede Continente, passou a aceitar o Pix em 18 lojas localizadas em Lisboa, Oeiras e Cascais. A medida sucede testes conduzidos em Braga, cidade que concentra cerca de 20 mil brasileiros. O plano da empresa é estender a aceitação para todas as unidades no território português. De acordo com dados oficiais, a escolha do país está ligada à alta concentração de brasileiros residentes no país. A estimativa é que tenha mais de 550 mil pessoas, sendo aproximadamente 350 mil apenas na região de Lisboa. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, destacou ainda relevância desse público para a atividade comercial local. “A intensa imigração vinda do Brasil na última década, aliada aos mais de um milhão de brasileiros que visitam o nosso país anualmente, levou a UNICRE a estabelecer uma parceria com o Braza Bank, o maior banco cambial do Brasil. O objetivo é massificar o uso do PIX em Portugal, facilitando as transações tanto para residentes como para turistas brasileiros” Funcionamento e custos Na operação no exterior, o Pix permite que brasileiros paguem diretamente em reais, com conversão automática para a moeda local. O valor da operação é exibido em reais e euros no momento da compra. Para o lojista, há incidência de taxa operacional em torno de 3%, além de cobrança de IOF e exposição à variação cambial, enquanto os cartões costumam passar pelo dólar antes de chegar à moeda final. Além disso, o consumidor conhece o valor exato no instante da compra, o que evita ajustes posteriores na fatura. Para usar a tecnologia, é necessário: Pix em outros países Segundo dados do Banco Central, o Pix já é aceito também em outros mercados: A operação acontece por meio de parcerias com empresas de tecnologia de pagamentos. Limitações Apesar da expansão, a utilização do Pix fora do Brasil está restrita a pagamentos em estabelecimentos comerciais. Já transferências internacionais entre contas bancárias ainda não estão disponíveis. Fonte: atarde.com.br
Taurus (TASA4) concede férias coletivas no RS devido aos impactos do tarifaço dos EUA

Desde a primeira semana de agosto, cerca de 40 funcionários da Taurus, em São Leopoldo (RS), estão de férias coletivas Cerca de 40 funcionários da unidade da Taurus em São Leopoldo (RS) estão em férias coletivas desde a primeira semana de agosto, em medida adotada devido ao impacto do aumento de tarifas sobre as exportações para os Estados Unidos. A informação é do portal G1. As férias afetam a linha de montagem de armas de longo alcance, produzidas para a Companhia Brasileira de Cartuchos, que também integra o grupo, com destino principal ao mercado americano. O período inicial previsto é de 15 dias, podendo ser estendido por mais 15. Sindicatos da região foram acionados para negociar alternativas com a empresa. A Taurus também busca junto ao governo do estado uma medida compensatória, visando antecipar o pagamento de créditos de ICMS para reforçar o caixa durante o período de queda nas exportações. Entre as medidas adotadas pela empresa, destacam-se a transferência de estoques para os Estados Unidos, o aumento da produção de carregadores, com envio do excedente para o mercado norte-americano, e a manutenção de um estoque estratégico significativo no país. Para minimizar os impactos, segundo o CEO, a empresa também promoveu reuniões com a embaixada americana, o governador do Rio Grande do Sul em busca da antecipação de créditos de ICMS, o vice-presidente da República, o Ministério da Defesa, destacando a relevância da companhia para a economia local e a defesa nacional, e o Ministério da Fazenda. Nuhs ressaltou ainda que a Taurus busca apoio junto a autoridades nos Estados Unidos. Fonte: Infomoney
Receita Federal reajusta valores e vai pagar quem declarou Imposto de Renda

A recente atualização na Tabela do Imposto de Renda para 2025 trará mudanças significativas para milhões de contribuintes brasileiros. A Lei nº 15.191, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2025, alterou a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para rendimentos mensais de até R$ 3.036, o que corresponde a dois salários mínimos, conforme o novo piso nacional fixado em R$ 1.518. A alteração da tabela responde à necessidade de ajustar a isenção à atual realidade econômica. Anteriormente, rendimentos superiores a R$ 2.428,80 eram tributados. Com a atualização, esse limite subiu, oferecendo uma redução da carga para contribuintes de menor renda. A medida provisória anterior, que expirou em agosto deste ano, já prenunciava esse reajuste em função do aumento do salário mínimo, sendo agora consolidada pela nova lei. Ampliações futuras O Projeto de Lei nº 1.087/2025, atualmente em tramitação, propõe a elevação da isenção para até R$ 5 mil mensais a partir de 2026. Se aprovada, essa iniciativa poderá moldar a política fiscal nos próximos anos, beneficiando uma parcela ainda maior de trabalhadores e aposentados. No Senado, propostas para aumentar a isenção até R$ 7,3 mil foram discutidas, mas não incluídas na versão atual da lei. O debate, entretanto, continua na Câmara dos Deputados, que analisa alternativas para uma correção mais abrangente da carga tributária sobre diferentes faixas de renda. Com a implementação dessas mudanças, empresas deverão modificar seus sistemas de contabilidade e as estratégias de planejamento tributário para se adequarem às novas normas, prevenindo retenções inadequadas. A Receita Federal intensificará a fiscalização para assegurar o cumprimento das novas diretrizes e projetar o impacto das renúncias fiscais no orçamento. Fonte: Diário do Comércio
Tarifas Trump: entenda o impacto das políticas comerciais dos EUA no Brasil

As tarifas Trump voltaram ao centro do debate internacional em 2025, com a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Neste artigo, você vai entender o que são as tarifas de Trump, como funcionam as tarifas de Trump, por que Trump está tarifando países como o Brasil, o que Trump quer com as tarifas e como as tarifas de Trump afetam o Brasil. Além disso, vamos analisar os objetivos econômicos e políticos dessas medidas, os produtos mais atingidos, os efeitos na economia global e as respostas do governo brasileiro. O que são as tarifas de Trump? Tarifas comerciais são impostos aplicados sobre produtos importados, com o objetivo de encarecer mercadorias estrangeiras e proteger a indústria nacional. As tarifas Trump referem-se ao conjunto de medidas protecionistas adotadas pelo governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, para aumentar impostos sobre produtos de diversos países, incluindo o Brasil. Essas tarifas fazem parte de uma estratégia de política comercial agressiva, que busca reequilibrar a balança comercial americana e pressionar parceiros a negociar acordos mais favoráveis aos EUA. Como funcionam as tarifas de Trump? As tarifas de Trump são aplicadas de forma unilateral, ou seja, os EUA decidem, sem necessidade de acordo prévio, aumentar impostos sobre produtos importados de determinados países. Em 2025, o governo Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros, a partir de 1º de agosto, tornando-se a maior taxa já imposta pelos EUA a um parceiro comercial (G1). O mecanismo é simples: ao chegar nos EUA, o produto brasileiro recebe um imposto adicional de 50% sobre o valor, tornando-o menos competitivo em relação a produtos locais ou de outros países não tarifados. Por que Trump está tarifando países como o Brasil? O governo Trump justifica as tarifas como resposta a práticas comerciais consideradas desleais, déficits na balança comercial e questões políticas. No caso do Brasil, Trump alegou que o país impõe tarifas elevadas a produtos americanos e que há questões políticas e ambientais em jogo, como a atuação do Supremo Tribunal Federal e políticas ambientais brasileiras (DW). Além disso, as tarifas são usadas como instrumento de pressão para forçar negociações bilaterais e obter concessões em outras áreas, como propriedade intelectual, tecnologia e abertura de mercados. Quais os objetivos econômicos e políticos por trás das tarifas? Os objetivos econômicos das tarifas Trump incluem: Já os objetivos políticos envolvem: Segundo análise do BBC Brasil, as tarifas também têm motivações eleitorais, pois agradam setores industriais e agrícolas americanos. Quais produtos foram mais afetados pelas tarifas impostas por Trump? A tarifa de 50% atinge praticamente todos os produtos brasileiros exportados para os EUA, mas alguns setores são especialmente impactados. Veja na tabela abaixo os principais produtos afetados: Produto Exportação anual (US$ bilhões) Impacto estimado Petróleo bruto 8,2 Redução drástica nas vendas Ferro e aço 4,5 Queda de até 75% nas exportações Carne bovina 1,2 Risco de perda de 110 mil empregos Suco de laranja 0,9 Prejuízo para o cinturão citrícola Café 0,8 Queda nas exportações e preços Aeronaves e peças 0,7 Impacto na indústria de alta tecnologia Fontes: BBC, G1, Folha Como as tarifas de Trump impactam a economia global? As tarifas de Trump têm efeitos que vão além do Brasil. Elas aumentam a incerteza no comércio internacional, elevam custos para empresas e consumidores, pressionam a inflação e podem desencadear retaliações de outros países, como a União Europeia e a China (CNN Brasil). Consequentemente, o risco de recessão global cresce, com cadeias produtivas sendo desorganizadas e investimentos adiados. O próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alertaram para os perigos de uma escalada protecionista. O que Trump quer com as tarifas em termos de estratégia comercial? Trump utiliza as tarifas como instrumento de barganha para forçar países a negociar acordos bilaterais mais vantajosos para os EUA. O objetivo é obter concessões em áreas como propriedade intelectual, tecnologia, agricultura e acesso a mercados. Além disso, as tarifas servem para pressionar governos a adotar políticas alinhadas aos interesses americanos, inclusive em temas ambientais e de governança. Segundo o DW, a taxação virou uma alternativa às sanções tradicionais, ampliando o poder de negociação dos EUA. Como o Brasil foi afetado diretamente pelas tarifas dos EUA? O impacto das tarifas Trump sobre o Brasil é profundo. Estimativas apontam que o PIB brasileiro pode perder até R$ 175 bilhões, com risco de corte de mais de 110 mil empregos, especialmente nos setores de carne, aço, petróleo e suco de laranja (G1). Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são os mais afetados, pois concentram a maior parte das exportações para os EUA (BBC). Além disso, a medida prejudica pequenas e médias empresas exportadoras, que têm menos capacidade de absorver perdas e buscar novos mercados. O que o governo brasileiro fez em resposta às tarifas de Trump? O governo brasileiro adotou uma estratégia de diálogo e negociação, buscando apoio de empresas americanas e de entidades como a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). Em julho de 2025, representantes de gigantes como Amazon, Coca-Cola, GM e Caterpillar declararam apoio ao Brasil para reverter as tarifas, reconhecendo que a medida prejudica ambos os países (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). O Brasil também enviou cartas oficiais ao governo americano, propôs negociações e levou o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC). Internamente, o Congresso aprovou leis que permitem retaliação comercial e suspensão de concessões a países que adotem medidas discriminatórias (Câmara dos Deputados). Entre as medidas estudadas estão a suspensão de patentes, restrições a produtos americanos e criação de fundos de apoio a setores prejudicados. As tarifas de Trump ainda estão em vigor ou houve mudanças recentes? As tarifas de Trump de 50% sobre produtos brasileiros estão programadas para entrar em vigor em 1º de agosto de 2025. Até o momento, não houve acordo para suspensão ou redução das taxas, apesar de negociações em andamento. Outros países, como Japão e União Europeia, conseguiram negociar tarifas menores ou prazos mais longos (CNN Brasil). O governo brasileiro segue buscando uma solução diplomática, mas já prepara medidas de
PayPal lança plataforma global que conecta carteiras digitais

PayPal apresenta o PayPal World, uma plataforma que une carteiras digitais, facilitando transações internacionais para quase dois bilhões de usuários A PayPal anunciou nesta quarta-feira (23) o lançamento do PayPal World, uma plataforma global que conecta diversas carteiras digitais, incluindo PayPal, Venmo, Mercado Pago, NPCI International Payments Limited (UPI) e Tenpay Global. A iniciativa visa ampliar a praticidade ao facilitar compras internacionais e transferências de dinheiro entre diferentes sistemas, atingindo quase dois bilhões de usuários no mundo. Conexão de carteiras digitais e facilidades no pagamento internacional Segundo Diego Scotti, vice-presidente executivo da PayPal, a plataforma permitirá a conversão automática de moedas durante transferências internacionais, possibilitando, por exemplo, pagar em reais e o destinatário receber em dólares. “Quando você tenta usar uma carteira digital fora dos mercados em que ela opera, sempre há o problema de se ela é aceita. A nossa ideia é resolver esse problema tanto para os consumidores quanto para os comerciantes”, afirmou Scotti. A expectativa é que novas carteiras se integrem à rede nos próximos meses, ampliando o alcance do sistema. Exemplos práticos de uso do PayPal World Entre os usos possíveis, destacam-se compras em estabelecimentos que aceitam diferentes plataformas. Por exemplo, um usuário no Brasil pode pagar um café na China usando o PayPal, mesmo que a cafeteria aceite Weixin Pay, ao escanear um QR code pelo aplicativo do PayPal. Da mesma forma, na Índia, uma pessoa pode comprar tênis nos EUA pagando via UPI no momento do checkout, ou ainda um americano enviando dinheiro para um amigo na Alemanha pelo Venmo, direcionando a transferência pela carteira do PayPal. Implementação e impacto no mercado financeiro O funcionamento do PayPal World começa no quarto trimestre deste ano, inicialmente operando com parceiros como PayPal e Venmo, mas foi projetado para permitir futuras interoperabilidades. A plataforma também não prevê, por enquanto, a integração do Pix brasileiro, embora Scotti considere a ideia interessante. A iniciativa ocorre em um momento de turbulência nos mercados globais, incluindo a recente investigação dos Estados Unidos contra práticas comerciais do Brasil, relacionadas ao sistema de pagamentos Pix. Segundo o executivo, a plataforma busca oferecer maior conexão e ampliar o comércio internacional. “O momento é ótimo, porque estamos resolvendo um problema dos consumidores em todo o mundo e abrindo o comércio. Não há preocupações com os desafios atuais, pois o foco é facilitar o acesso a um mundo mais globalizado”, afirmou Scotti. Resistência do mercado e avanços no Brasil Apesar do avanço do Pix, plataformas como Google Pay e WhatsApp Pay continuam apostando na integração ao sistema do Banco Central, oferecendo transferências por Pix em seus ecossistemas. De acordo com o especialista em inovação Arthur Igreja, cerca de 74% dos adultos brasileiros já utilizavam alguma carteira digital em 2023, excluindo o Pix, o que indica uma mudança no comportamento do consumidor. Além disso, a plataforma da PayPal surge como uma alternativa que potencializa as transações internacionais, especialmente para quem busca praticidade e integração com diversas moedas. Segundo Scotti, a ideia é que a interoperabilidade futura permita ampliar ainda mais o alcance global do sistema, tornando as transações internacionais mais simples e acessíveis. Perspectivas futuras para o mercado de pagamentos digitais Especialistas avaliam que a iniciativa da PayPal reforça a tendência de integrações globais em pagamento digital, podendo consolidar um ecossistema mais conectado. Mesmo com a competitividade do Pix no Brasil, os grandes players de tecnologia continuam buscando expandir suas plataformas internacionais, com a expectativa de que o PayPal World seja um passo importante nesse movimento. Fonte: Diário do Povo
Pix é só a ‘ponta do iceberg’ do que vem por aí, diz auditor do BC

Segundo Henrique Videira, o Brasil está no começo de uma revolução com a tokenização da economia e a criação do Drex, que promete transformar diversos tipos de transações. O Pix revolucionou as transferências e os pagamentos no Brasil. Mas segundo Henrique Videira, auditor do Banco Central (BC), o sistema de pagamentos instantâneos é “apenas a ‘ponta do iceberg‘” do que está por vir com a evolução da tokenização da economia e a criação do Drex. A expectativa é que se crie, com o tempo, um novo ecossistema financeiro tokenizado, com garantias mais eficientes, menos intermediários nas operações e crédito mais barato na ponta. “O Drex é muito mais do que um sistema de liquidação financeira. Ele ambiciona trazer revoluções para a indústria, para pequenos e médios produtores rurais e, claro, para os cidadãos que sofrem com taxas que deveriam ser mais baixas”, disse Henrique, em palestra na “Rio Innovation Week 2025“, nesta quarta-feira (13/8). “Estamos apenas arranhando a ponta da superfície do iceberg“, afirmou o porta-voz do BC. Na visão dele, esse novo universo abrangerá depósitos tokenizados, ativos reais tokenizados, ativos offline, internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), stablecoins, trocas atômicas e marketplaces. “Não é teoria, é fato. As coisas podem acontecer”, disse. Hoje e futuro O projeto do Drex, atualmente em fase de piloto, endereça alguns desses temas. Os casos de uso testados no Drex seguem a lógica das “trocas atômicas”. Na prática, a transação entre duas partes só é concretizada se ambas cumprirem suas obrigações no “acordo”, explicou Henrique. Ele citou um exemplo de compra e venda de imóvel: o bem e o pagamento são alocados em um “cofre” digital; a transferência só liquida se as duas pernas forem cumpridas. O objetivo, assim, é reduzir desconfianças e atritos típicos de operações entre pessoas. Espera-se que, no futuro, haja agregadores de serviços financeiros, disse Henrique. Nele, o usuário poderá concentrar, num só aplicativo, todos os seus ativos e bens – da casa às aplicações em títulos do Tesouro Nacional. Poderá, inclusive, utilizar esses itens como garantia em crédito de forma mais fluida, rápida e barata. “Quanto melhor a informação, menor o risco e menores as taxas de empréstimos. Esse é o grande objetivo do ecossistema do Drex: trazer benefícios para o cidadão e a sociedade”, afirmou. O piloto do Drex passou recentemente pela fase 2 e caminha para a fase 3. Nesta nova etapa, não usará blockchain, como informou o site parceiro Blocknews. Em sua palestra, o auditor do BC apenas comentou que a segunda fase do piloto contou com 13 casos de uso. Eles incluíram tokenização de ativos físicos (imóveis e veículos, por exemplo) e financeiros (entre eles, CCBs e títulos do Tesouro), entre outros. “Independentemente da tecnologia, os algoritmos se mostraram eficientes do ponto de vista negocial e técnico”, disse ele. Henrique traçou, ainda, um cenário sobre as moedas digitais de banco central, conhecidas pela sigla em inglês de CBDCs. Segundo ele, 98% da economia global já experimenta esse tipo de inovação, em caráter de teste. “Do G20, todos os países têm iniciativa em curso — inclusive os EUA, por meio do Projeto Agorá, do BIS”. Fonte: FindersBrasil


