Caixa começa a pagar lucro do FGTS; veja quanto você vai receber

Distribuição de R$ 12,9 bilhões começou na última sexta-feira (25) e segue até 31 de agosto Reprodução Valores do FGTS já estão sendo distribuídos A Caixa Econômica Federal começou a depositar nas contas do FGTS dos trabalhadores a distribuição de R$ 12,9 bilhões em lucros obtidos pelo fundo em 2024, na última sexta-feira (25). A decisão de distribuição do FGTS foi aprovada na última quinta-feira (24) pelo Conselho Curador do fundo. O valor será dividido de forma proporcional entre os trabalhadores. Ou seja, quanto maior o saldo na conta do FGTS, maior será o valor recebido. Todos os trabalhadores que tinham saldo no FGTS em 31 de dezembro do ano passado vão receber o crédito até o dia 31 de agosto. Para saber quanto será depositado, é só multiplicar o saldo que estava na conta no fim de 2024 por 0,02042919. Por exemplo: Com a distribuição de lucros, o rendimento do FGTS em 2024 ficou maior que a inflação, mas ainda abaixo da poupança. Mesmo com o valor depositado, o dinheiro só pode ser sacado seguindo as regras do FGTS, como demissão sem justa causa, compra da casa própria ou em casos de doenças graves. Desde 2020, também é possível fazer o saque-aniversário, que libera uma parte do saldo no mês de nascimento do trabalhador. Mas quem escolhe essa modalidade não pode sacar o valor integral em caso de demissão — apenas a multa de 40%. Como consultar o saldo: O trabalhador pode verificar o valor pelo aplicativo FGTS, disponível para Android e iOS. Basta fazer login, acessar o “Resumo do Seu FGTS” e procurar o saldo do dia 31 de dezembro de 2024. Depois, multiplique o valor por 0,02042919. Também é possível consultar o extrato em agências da Caixa ou ligar para o número 0800-726-0101. * Com informações da Agência Brasil* Sob supervisão de Marina Dias Fonte: Itatiaia

Virginia Fonseca e a CPI das Bets: Como Proteger seu FGTS em Tempos de Apostas Online

Em meio a um turbilhão de notícias que dominam as redes sociais nesta semana, Virginia Fonseca se tornou um dos assuntos mais comentados do momento. A influenciadora digital, que acumula impressionantes 53 milhões de seguidores no Instagram, está no centro das atenções após anunciar o fim de seu casamento com o cantor Zé Felipe nesta terça-feira (27). A separação, que pegou muitos fãs de surpresa, acontece apenas duas semanas após Virginia depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, que investiga a promoção irregular de jogos de azar online por influenciadores digitais. Esse cenário nos leva a uma reflexão importante: qual o impacto que figuras públicas como Virginia têm sobre as decisões financeiras de milhões de brasileiros? E como isso pode afetar recursos importantes como o seu FGTS? A CPI das Bets tem colocado uma lupa sobre o crescente mercado de apostas online no Brasil e, principalmente, sobre o papel dos influenciadores digitais na divulgação desses jogos. Enquanto promessas de ganhos fáceis e rápidos se espalham pelas redes sociais, é fundamental entender os riscos envolvidos e conhecer alternativas seguras para realizar seus sonhos e organizar suas contas, como a antecipação do saque-aniversário do FGTS de forma consciente e planejada. O Fenômeno Virginia Fonseca e o Poder dos Influenciadores Digitais Virginia Fonseca não é apenas mais uma influenciadora digital. Com números impressionantes nas redes sociais, ela se tornou um verdadeiro fenômeno de engajamento e influência. Segundo dados da ferramenta Social Blade, além dos 53 milhões de seguidores no Instagram, ela alcança uma média de 6,3 mil comentários por publicação. No YouTube, Virginia acumula mais de 11 milhões de inscritos, com ganhos mensais estimados em até US$ 200 mil. Mas o império de Virginia vai muito além das redes sociais. De acordo com a revista Forbes, em 2021, ela criou a marca WePink, que faturou mais de R$ 378 milhões em apenas dois anos. Somente no primeiro trimestre de 2024, a WePink já registrou R$ 107 milhões em faturamento. A influenciadora também é proprietária da agência Talismã Digital e da marca infantil Maria’s Baby, além de apresentar o programa “Sabadou com Virginia” no SBT desde 2024. Esses números impressionantes demonstram o alcance e o poder que influenciadores como Virginia têm sobre o comportamento e as decisões de milhões de brasileiros. Quando uma figura com tamanha visibilidade promove determinados produtos, serviços ou comportamentos, o impacto é imenso. E é justamente esse poder de influência que está sendo questionado na CPI das Bets. No dia 13 de maio, Virginia compareceu à CPI acompanhada de Zé Felipe. Convocada como testemunha, ela foi questionada sobre contratos de publicidade envolvendo apostas online e o possível incentivo ao jogo entre seus seguidores. Durante o depoimento, a influenciadora negou irregularidades e afirmou que sempre alertou o público sobre os riscos das apostas. No entanto, um episódio chamou a atenção: logo após sair do Senado, Virginia anunciou descontos em sua marca de maquiagem, WePink, gerando críticas nas redes sociais pela aparente falta de sensibilidade com a seriedade do tema. A CPI das Bets e os Perigos das Apostas Online A Comissão Parlamentar de Inquérito das Bets está investigando a fundo como as plataformas de apostas operam no Brasil e como os influenciadores digitais, com milhões de seguidores, estão sendo pagos para promovê-las. A preocupação é grande: muitas vezes, essa publicidade não é clara, levando o consumidor a acreditar que se trata de uma dica comum, e não de um conteúdo pago. Senadores apontam para um possível desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor e até mesmo para crimes mais graves, como estelionato, em alguns casos. Investiga-se, por exemplo, se alguns contratos preveem ganhos extras para os influenciadores baseados nas perdas dos apostadores – ou seja, quanto mais o seguidor perde, mais o influenciador pode ganhar. Essa falta de transparência é um perigo real, pois pode induzir muitas pessoas ao erro, fazendo-as arriscar um dinheiro que não poderiam perder. A promessa de dinheiro rápido e fácil é o principal chamariz das casas de apostas online. No entanto, a realidade costuma ser bem diferente. O que começa como uma diversão pode rapidamente se transformar em um problema sério, levando ao endividamento e à perda de economias importantes. Muitos brasileiros, já enfrentando dificuldades financeiras, podem ver nessas apostas uma saída milagrosa, mas acabam se afundando ainda mais. Durante a CPI, foi revelado que alguns influenciadores chegam a demonstrar como jogar, como no caso do “Jogo do Tigrinho”, e admitem apostar diariamente. Há também a suspeita do uso de “contas demo”, que simulam ganhos fictícios para atrair mais jogadores, criando uma falsa ilusão de que ganhar é fácil. É crucial entender que jogos de azar são, por natureza, arriscados e as chances de perder são sempre significativas. Esse dinheiro, que poderia ser usado para pagar dívidas, investir em educação, realizar um sonho ou até mesmo compor a reserva do FGTS, acaba se esvaindo em apostas com pouca ou nenhuma garantia de retorno. Além disso, a relação entre jogos de azar e problemas como ansiedade e compulsão é um ponto de alerta, podendo criar um ciclo vicioso difícil de quebrar. Seu FGTS: Um Recurso Valioso que Precisa de Proteção O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é um direito do trabalhador brasileiro com carteira assinada. Ele funciona como uma poupança forçada, que pode ser utilizada em momentos específicos, como na compra da casa própria, aposentadoria, doenças graves ou demissão sem justa causa. Com a modalidade do saque-aniversário, implementada nos últimos anos, os trabalhadores podem retirar parte do saldo anualmente, no mês de seu aniversário. Essa possibilidade de acesso ao dinheiro, embora possa ser útil em muitos casos, também traz riscos. Em um cenário onde as apostas online são amplamente divulgadas e prometem multiplicar o dinheiro rapidamente, muitos trabalhadores podem ser tentados a usar o saque-aniversário do FGTS para apostar, na esperança de aumentar seus recursos. No entanto, essa é uma decisão extremamente arriscada. O FGTS é um recurso de segurança financeira, criado justamente para proteger o trabalhador em momentos de necessidade.