Endividamento bate recorde mas Desenrola 2.0 abre espaço para reorganização financeira

Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo mostra que mais brasileiros têm dívidas, enquanto programa de renegociação ajuda a diminuir contas em atraso O número de famílias brasileiras com dívidas voltou a crescer e atingiu o maior patamar da série histórica em julho de 2026. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 82% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida a vencer. Apesar do avanço do endividamento, a pesquisa aponta um dado positivo para os consumidores: a inadimplência apresentou uma leve redução após os três primeiros meses do programa Desenrola 2.0. O percentual de famílias com contas em atraso caiu de 29,9% para 29,8%, indicando que parte dos brasileiros conseguiu renegociar dívidas e voltar a manter os pagamentos em dia. Na prática, isso significa que mais consumidores recuperam gradualmente o acesso ao crédito, reduzem o risco de restrições no CPF e podem reorganizar o orçamento familiar, embora ainda enfrentem um cenário de elevada pressão financeira. Outro indicador favorável foi a redução do tempo médio de atraso das dívidas, que caiu para 64,6 dias, o menor nível desde dezembro de 2025. Também diminuiu a parcela de consumidores com atrasos superiores a 90 dias, reduzindo o impacto dos juros sobre essas famílias. Segundo o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, a redução da taxa Selic também deve contribuir para tornar futuras operações de crédito mais baratas e facilitar novas renegociações de dívidas, embora os efeitos ocorram de forma gradual. Comprometimento da renda ainda preocupa Mesmo com a melhora em alguns indicadores, a pesquisa revela um desafio importante: cresce o número de famílias que comprometem grande parte do orçamento com dívidas. Em julho, 19% dos consumidores destinavam mais da metade da renda mensal ao pagamento de empréstimos, financiamentos e outras obrigações financeiras, o maior percentual desde março. Em média, as famílias endividadas utilizavam 29,5% da renda para quitar compromissos com credores. Para a CNC, esse cenário limita a capacidade de consumo das famílias e reduz o espaço no orçamento para despesas essenciais e novos investimentos. Quem sente mais os efeitos do endividamento? A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostra que os impactos do endividamento variam conforme a faixa de renda das famílias. Famílias com renda de até três salários mínimos Esse grupo continua sendo o mais vulnerável e concentra os principais indicadores de pressão financeira: Famílias com renda entre três e dez salários mínimos Os consumidores dessa faixa apresentaram melhora nos indicadores de inadimplência: Famílias com renda acima de dez salários mínimos Embora também tenham ampliado o uso do crédito, esse grupo apresentou indicadores mais favoráveis de pagamento: Fonte: Brasil 61

Bolsa Família NIS final 4 é pago nesta quarta-feira (23)

A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira, 23 de julho, a parcela de julho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Identificação Social (NIS) de final 4. O valor mínimo é de R$ 600, mas pode ser acrescido por benefícios adicionais, conforme as regras do programa. Os pagamentos de julho seguem o calendário escalonado definido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, com repasses nos últimos dez dias úteis do mês. Em julho, os depósitos começaram no dia 18 e seguem até o dia 31, de acordo com o final do NIS. Calendário Bolsa Família – Julho de 2025 Como funciona o pagamento do Bolsa Família De acordo com a Caixa, os valores podem ser movimentados digitalmente pelo aplicativo Caixa Tem, sem a necessidade de comparecimento presencial às agências. Os beneficiários também podem sacar o dinheiro com o cartão do programa em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes Caixa Aqui. Além do valor base de R$ 600, o programa pode incluir: Com esses adicionais, o valor médio pago às famílias pode ultrapassar os R$ 600 mensais, conforme a composição familiar. Quem tem direito ao Bolsa Família? Para receber o benefício, a renda familiar por pessoa deve ser de até R$ 218 mensais. Para calcular, basta somar toda a renda da família e dividir pelo número de pessoas. Se o valor por pessoa for igual ou menor que R$ 218, a família se enquadra nos critérios. Além disso, o programa exige o cumprimento de condicionalidades, como: Como se inscrever no Bolsa Família É necessário estar registrado no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O cadastro deve ser feito nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município. Estar no CadÚnico, no entanto, não garante a entrada automática no programa, já que cada caso passa por avaliação. Próximas datas de pagamento em 2025 Perguntas frequentes sobre o pagamento do NIS final 4 Qual o valor do Bolsa Família para quem tem NIS final 4?O valor mínimo é de R$ 600, podendo ser maior com os adicionais por perfil familiar. Como saber se o pagamento já está disponível?O beneficiário pode consultar o app Caixa Tem, ligar no 111 ou acessar o site da Caixa. Posso sacar o benefício sem ir ao banco?Sim, é possível movimentar pelo app Caixa Tem ou usar o cartão para sacar em caixas eletrônicos, lotéricas e correspondentes Caixa Aqui. Recebo o benefício, mas não estou no CadÚnico. Posso continuar?Não. O CadÚnico é obrigatório. Famílias fora do cadastro não têm direito ao Bolsa Família. Fonte: Portal Hortolandia